Acesso Venoso Central no período neonatal na Era da ultrassonografia

Autores

  • Ana Paula Campos Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos – FACISB
  • Ana Carolina Laranjo Ribeiro Alves Santa Casa de Misericórdia Barretos
  • Bianca Rezende Rosa Hospital Infantojuvenil de Barretos
  • Gustavo da Silveira Orsi Hospital Infantojuvenil de Barretos
  • Wilson Elias de Oliveira Júnior Santa Casa de Misericórdia Barretos
  • Rodrigo Chaves Ribeiro Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos

Palavras-chave:

Cateteres Venosos Centrais, Neonatologia, Ultrassonografia, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal

Resumo

Introdução: O acesso venoso central é amplamente utilizado em pacientes críticos. Na neonatologia, existe uma dificuldade técnica relacionada ao tamanho da criança e à possibilidade de realização do acesso por punção. Com o advento da ultrassonografia, houve aprimoramento nas técnicas de acesso venoso, aumentando a segurança e reduzindo complicações.

Metodologia: estudo retrospectivo para avaliar a viabilidade do acesso venoso central guiado por ultrassom em uma unidade de terapia intensiva neonatal de janeiro de 2022 a abril de 2023. Variáveis: peso, idade, tentativas de punção, locais de punção, complicações e tempo de permanência do cateter.

Resultados: Foram analisados 33 procedimentos, sendo 15 no sexo feminino e 18 no masculino. A ultrassonografia foi utilizada em 81,8% das punções, 12,1% foram realizadas sem ultrassonografia e 6,1% por dissecção. Os locais de implantação do cateter venoso central foram: veia braquiocefálica em 24,2%, veia jugular em 36,4% e veia subclávia em 27,3%. Nenhuma complicação precoce (dentro de 24 horas) foi relatada. O motivo da retirada do dispositivo foi eletivo em 45,5%, obstrução do cateter em 15,2%, óbito em 9,1%, transferência para outro serviço em 6,1%, infecção confirmada do cateter em 6,1%, suspeita de infecção do cateter em 6,1% e removido devido ao tempo de permanência do cateter 3%.

Conclusão: O acesso venoso central por punção é viável no período neonatal com poucas complicações, e a punção guiada por ultrassom tem aumentado as alternativas de acesso venoso e a segurança do procedimento.

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Publicado

2026-03-10

Como Citar

Campos, A. P., Alves, A. C. L. R., Rosa, B. R., Orsi, G. da S., de Oliveira Júnior, W. E., & Ribeiro, R. C. (2026). Acesso Venoso Central no período neonatal na Era da ultrassonografia. Brazilian Journal of Pediatric Surgery, 1(1), 4–14. Recuperado de https://brazilianjps.com.br/index.php/bjps/article/view/4

Edição

Seção

Artigos Originais